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Doenças do Século 21: conheça quais são e como elas afetam seus colaboradores



Ao longo dos últimos anos, o mundo passou por diversas transformações que impactam os mais variados âmbitos das nossas vidas. Com o avanço da tecnologia, por exemplo, tudo ficou mais rápido, contribuindo para o aumento do consumo e do imediatismo dos clientes.

Apesar da urgência da atualidade ser um fator positivo em muitos casos, ela também impacta negativamente a saúde das pessoas, principalmente no que diz respeito à saúde mental.

Para atender à alta demanda do mercado e lidar com a forte presença tecnológica, os trabalhadores passaram a enfrentar muito mais pressão e estresse no trabalho. Na vida pessoal, isso não é diferente, e o resultado é uma rotina sem equilíbrio que leva ao surgimento de várias doenças.

Uma das principais doenças que acomete a população no século 21 é a depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é a quarta principal causa de agravamento das doenças atuais. Mas ela não é a única. Existem outras doenças causadas pelo desequilíbrio emocional que têm chamado a atenção dos médicos. Elas são conhecidas como as doenças do século 21 e são problemas que afetam desde a vida pessoal até o contexto profissional.

Continue a leitura e saiba mais sobre o tema.

Doenças do século 21: descubra quais são

Transtorno de depressão

A depressão é o transtorno psicológico que mais afeta pessoas no mundo todo. Estima-se que pelo menos 300 milhões de pessoas sofram com essa doença atualmente.

Além da sensação de tristeza profunda, existem outros sintomas mais graves que caracterizam o transtorno. Por isso, ele deve sempre ser diagnosticado por um especialista. No geral, é possível identificar a depressão por características como:

  • Oscilação de humor;

  • Perda de interesse por atividades cotidianas;

  • Alterações de sono e apetite;

  • Cansaço frequente;

  • Ausência de energia;

  • Baixa autoestima;

  • Dificuldade para se concentrar;

  • E, em casos mais graves, a presença de pensamentos suicidas.

No Brasil, a depressão é uma das doenças que mais causa afastamento do trabalho. Por isso, é preciso ficar de olho nos sinais de alerta.

Síndrome de Burnout

A síndrome de burnout é um transtorno maioritariamente causado pelas más condições de trabalho, especialmente o esgotamento mental. Quando o trabalhador é exposto a condições desgastantes de trabalho, como pressão, longas jornadas diárias, altas cobranças, as chances de desenvolver o distúrbio são grandes.

Esse transtorno se apresenta através de sintomas como:

  • Exaustão física e mental;

  • Alterações no apetite e nos hábitos de sono;

  • Sensação de estresse constante;

  • Sentimentos de desesperança, fracasso, incompetência e insegurança;

  • Dificuldade de concentração;

  • Dor de cabeça e dores musculares;

  • Impaciência, angústia e insônia.

Desde o início de 2022, o burnout é considerado uma doença do trabalho. Isso significa que os trabalhadores que sofrem com essa doença podem se aposentar por invalidez, desde que comprovado por laudo. Essa é uma maneira de auxiliar o tratamento do distúrbio, tendo em vista que ele pode causar limitações até mesmo no convívio social e familiar.

Transtorno de ansiedade

Quem nunca ficou ansioso por um evento ou um acontecimento importante? Esse é um sentimento muito comum para muitas pessoas. No entanto, quando essa sensação se transforma em uma excessiva e desproporcional, ao ponto de causar mal estar físico à pessoa, isso pode ser classificado como transtorno de ansiedade.

Uma pessoa que sofre desse transtorno tem dificuldade para relaxar, se culpa demais, se cobra constantemente e apresenta preocupações em excesso. Além disso, a ansiedade também se apresenta através de sintomas físicos, como taquicardia, respiração ofegante e até problemas digestivos, como refluxo e gastrite.

Em casos mais graves, a pessoa pode enfrentar crises desencadeadas pelos chamados gatilhos emocionais. Esses gatilhos podem ser motivados por uma pessoa, uma situação específica ou até pelo consumo de café e álcool.

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico faz parte de uma série de transtornos fóbicos ansiosos que desencadeiam crises repentinas de ansiedade aguda. Quando essas crises ocorrem, são marcadas pelo excesso de medo e desespero, podendo ser desencadeadas ou não por traumas passados.

Embora as situações não causem perigo aparente, elas tocam em gatilhos emocionais tão fortes que produzem desespero intenso na mente de quem sofre com a doença.

Na maioria das vezes, uma crise de pânico se apresenta pelos seguintes sintomas:

  • Taquicardia;

  • Sudorese;

  • Falta de ar;

  • Tremores;

  • Ondas de calor e frio;

  • Tontura;

  • Fraqueza nas pernas;

  • Desconforto abdominal e náuseas.

Obesidade

Apesar de não parecer, essa doença também está relacionada a fatores mentais e emocionais. Quando uma pessoa sofre com algum transtorno psicológico, ela tem dificuldade para realizar atividades que antes eram prazerosas, como uma atividade física ou uma refeição saudável. Com isso, o sedentarismo toma conta dos seus dias e contribui para o desenvolvimento da obesidade.

O grande problema da obesidade é que ela é um fator de risco para outras doenças que também são sérias, como problemas cardiovasculares e diabetes do tipo 2.

Como as doenças do século 21 afetam as empresas?


As doenças do século 21 afetam diretamente as empresas no que diz respeito à produtividade. Colaboradores que sofrem com esses transtornos frequentemente têm dificuldade para se concentrar ou se dedicar ao máximo em suas atividades. Além disso, eles também podem precisar se ausentar do trabalho para consultas e tratamentos.

E, como já falamos acima, existem casos em que o funcionário precisa se afastar definitivamente por não conseguir mais realizar suas tarefas.

Por isso, é importante que a sua empresa não trate essas doenças como tabu, muito menos encare como “preguiça” ou “frescura”. É preciso conscientizar todo o seu quadro de trabalhadores para que eles entendam os sintomas e as consequências de cada uma dessas doenças do século 21, tanto pelo bem-estar de si mesmos quanto dos seus colegas.

Além disso, sua empresa também deve investir no bem-estar dos funcionários. Simples atitudes como a melhora do clima organizacional e a cultura de feedback já contribuem para a qualidade de vida no trabalho.

Mas, você pode ir além, realizando ações focadas no estímulo dos hábitos saudáveis (alimentação e exercícios físicos) e na contratação de um profissional da área da saúde mental, que é a pessoa mais capaz de lidar com as mais diversas situações relacionadas ao emocional dos colaboradores.

Para mais conteúdos relacionados à saúde mental e bem-estar no trabalho, acompanhe o nosso blog.


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